Jonathan desce do jato com os olhos fundos, cavados pelo cansaço e pela dor. O rosto pálido como cera reflete um homem que não dorme, não pensa com clareza, não sente mais fome. Apenas sofre. O vento cortante de São Paulo açoita seu rosto com a mesma violência que seus próprios pensamentos o flagelam, mas ele não reage. Não sente. O verdadeiro frio vem de dentro, gélido, denso, permanente. E congela tudo.
O motorista abre a porta da SUV com um aceno mudo. Jonathan não ergue os olhos.
— Mansão.