O som do motor ao longe não faz sentido algum. Não àquela hora, não com ela grávida, e certamente não com ela ao volante do caminhão boiadeiro da fazenda. Eduardo paralisa na sala, o café ainda quente nas mãos, os olhos fixos no peão que entra esbaforido e grita:
— Dona Darlene saiu dirigindo o caminhão! Disse que ia descarregar os bois no matadouro!
O tempo congela.
Eduardo sente o mundo girar ao contrário, como se as leis da lógica tivessem sido violadas de propósito só para atormentá-lo. A c