O céu ainda está riscando os primeiros tons de azul quando Miguel desperta, os olhos brilhando com um entusiasmo que nem ele tenta disfarçar. Espreguiça-se devagar, calçando as botas ao pé da cama. O canto dos galos lá fora já chama para a lida e, sem reclamar, ele parte direto para os galpões, onde centenas de pintinhos esperam por água fresca e ração medida com cuidado e toda a sua atenção.
Miguel trabalha em silêncio, os movimentos firmes, repetidos com a precisão de quem conhece bem a rotin