A casa em Ilhabela, debruçada sobre o oceano, havia se tornado o laboratório de uma experiência sensorial sem precedentes para Nicholas e Anne. Sem o som intermitente das notificações do CorporateLink, sem o peso do crachá e, principalmente, sem a paranoia de serem captados por uma lente de segurança térmica em um depósito de arquivos, o tempo entre eles assumiu uma nova elasticidade. A celebração do amor agora não precisava de justificativas técnicas ou horários roubados; ela se manifestava na luz branca das manhãs caribenhas do litoral paulista e no silêncio profundo das noites interrompidas apenas pelo quebrar das ondas.
A liberdade agia sobre os corpos deles como um upgrade de sistema que removia todas as travas de segurança. Anne descobriu que, longe das luzes fluorescentes do escritório, sua pele parecia mais sensível ao toque de Nicholas. Eles passavam horas explorando as novas fronteiras dessa liberdade. Em uma tarde de sol intenso, Nicholas a conduziu até o deck privativo da