As chamas da Fazenda Santa Clara eram um clarão alaranjado no espelho retrovisor, uma pira funerária para as nossas antigas identidades que iluminava a neblina do Vale do Paraíba por quilómetros. Para o satélite de Wagner e para os sensores infravermelhos da Agência, o pulso eletromagnético fora seguido por uma explosão térmica catastrófica. Estávamos mortos nos registos, incinerados no código e enterrados no granito.
O jipe antigo fora substituído por uma carrinha de entregas descaracterizada,