Guilherme
A sala de segurança era um santuário de sombras e monitores. Luzes de led azuladas traçaram linhas frias nas paredes de concreto, refletindo-se nos meus olhos como o prenúncio de um abismo. Ao meu redor, câmeras capturavam cada segundo da boate — dos corredores subterrâneos até os camarotes mais reservados. E em todas elas, eu via o mesmo retrato de vulnerabilidade: Fernanda, mais bela e evasiva do que nunca.
Soltei um suspiro baixo, percorrendo de novo as imagens gravadas nos últimos