📓 Narrado por Miguel Satamini — Domingo de manhã
Peguei a calça do chão, ainda amassada da pressa da noite anterior, e vesti devagar, ajeitando o cinto. O silêncio do chalé era cortante, como se até as paredes tivessem assistido ao que aconteceu e agora se calassem para não me expor.
Passei os olhos pelo quarto. Lençol bagunçado, travesseiros espalhados, cheiro de sexo impregnado no ar. Mas Clara? Nada. Nem um sinal.
Curvei o corpo, procurando a camisa que tinha deixado jogada perto da cama