MEDO
O vento gelado da noite ainda castigava o rosto de Zoe quando ela finalmente cruzou o hall do prédio. A sacola de papel do mercado levemente úmida pela garoa, parecia pesar o triplo. Assim que a porta do apartamento se abriu, Laura percebeu que algo estava errado com a filha.
— Zoe? Você demorou muito. O que foi essa cara? Parece que viu um fantasma. Você está bem?
Laura disse, levantando-se do sofá.
Zoe soltou a sacola na bancada da cozinha com um baque surdo. Suas mãos ainda tremiam leve