ANTONIO TOMMASONa sala da presidência, a luz matinal entrava pelas janelas do chão ao teto, emoldurando a silhueta de Henry. Ele se virou para encontrar Antônio Tommaso, seu novo assessor.— Bom dia, Sr. Tommaso. Pontual, como eu esperava.Henry cumprimentou, com um aperto de mão firme.Antônio, aos 35 anos, exalava a confiança de quem já tinha sobrevivido a crises em Wall Street, ou em Hong Kong. Ele abriu seu tablet, pronto para o relatório.— Bom dia, senhor. A agenda de hoje é densa, mas estratégica. O mercado está ansioso pelo seu primeiro pronunciamento oficial.Henry sentou-se em sua poltrona de couro.— O mercado pode esperar até que a casa esteja em ordem, Antônio. Quero eficiência total, do depósito à diretoria. Sem distrações.Mal sabia Henry que, enquanto buscava o controle absoluto, a rotina silenciosa daquela copa, e especificamente o desinteresse de uma certa copeira acabaria cruzando seu caminho de formas que nenhum relatório de assessoria poderia prever.A penumbra d
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