O sol começava a se despedir no horizonte, tingindo o céu com tons de âmbar e púrpura, quando Clarice acordou no quarto de Leonardo. O ar estava denso, impregnado com o cheiro dele — um misto de tabaco, madeira e um toque de perfume amadeirado que parecia pertencer a ele, como uma extensão da pele. O silêncio entre eles era confortável, quase elétrico, uma linguagem sem palavras que se instalava entre toques e olhares.
Leonardo estava encostado na cabeceira, a expressão serena, os olhos fixos n