É verdadeiro. Para o que nasce do toque, do olhar, do silêncio compartilhado.
Clarice sentiu as palavras dele se infiltrarem como calor sob a pele, despertando nela uma coragem suave — não a ausência do medo, mas a presença da entrega. Aquele momento era mais do que desejo. Era um território novo, um ritual sem nome, onde as palavras se rendiam à linguagem do sentir.
— Eu não tenho — respondeu, enfim, com um fio de voz. — Desde que você me escuta... eu não tenho.
Leonardo encostou a testa na de