Capítulo 31

Caine

A espera é uma coisa curiosa.

Ela não grita, não corre, não faz barulho. Só se instala. Fica ali, pesada, ocupando cada canto do corpo, como uma pressão constante atrás dos olhos e no centro do peito.

Elijah termina o lanche e limpa a boca com o guardanapo do jeito desajeitado de sempre. O suco deixa um bigodinho alaranjado em seus lábios, e ele sorri pra mim como se o mundo fosse simples demais para comportar tragédias. Como se pais não se ferissem em missões. Como se irmãos mais velhos não precisassem ser pilares quando tudo ameaça ruir.

— Tio, depois posso terminar a fortaleza? — ele pergunta, já descendo da cadeira.

— Pode. Mas sem espalhar tudo de novo pela sala — respondo, automaticamente, no tom que uso em reuniões quando quero parecer firme mesmo estando à beira de explodir.

Ele assente com seriedade exagerada e corre de volta para o tapete.

E ali, observando aquele corpo pequeno, aquela confiança absoluta de que eu estou no controle, sinto o peso real da situação cair d
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