Caine
A espera é uma coisa curiosa.
Ela não grita, não corre, não faz barulho. Só se instala. Fica ali, pesada, ocupando cada canto do corpo, como uma pressão constante atrás dos olhos e no centro do peito.
Elijah termina o lanche e limpa a boca com o guardanapo do jeito desajeitado de sempre. O suco deixa um bigodinho alaranjado em seus lábios, e ele sorri pra mim como se o mundo fosse simples demais para comportar tragédias. Como se pais não se ferissem em missões. Como se irmãos mais velhos