Acordei devagar.
Meu corpo ainda envolvido em um calor que não vinha das cobertas.
Vinha dele.
Ou melhor… da lembrança dele.
Por um breve segundo, ainda de olhos fechados, eu sorri de leve. A sensação da noite anterior ainda estava ali — na pele, no peito, na respiração.
Foi só quando estiquei a mão ao lado…
E não encontrei nada…
Que abri os olhos.
A cama estava vazia.
Fria.
Arrumada demais para alguém que tinha passado a noite ali.
O sorriso desapareceu na mesma hora.
— Estranho… — murmurei.
S