O corredor do hospital estava vazio quando Maximus saiu para atender o telefonema. Apenas eu, Camila, os monitores apitando baixo e o silêncio pesado da madrugada. O relógio na parede marcava 2h47. Mas minha cabeça não saía daquela manhã, no hotel, com o gosto de uísque na boca e a memória do beijo de Maximus ainda ardendo na pele.
Eu me levantei da cadeira. As pernas estavam dormentes. Andei até a janela. Lá fora, o estacionamento do hospital estava vazio, iluminado por refletores amarelos. O