O beijo não terminou.
Ele se transformou.
A princípio, era só a boca dele na minha. Macia. Exploradora. Como se ele estivesse aprendendo a textura dos meus lábios, o gosto do uísque que ainda estava na minha língua. Mas aí alguma coisa mudou. A mão dele, que antes estava macia no meu rosto, apertou. Os dedos se fecharam na minha nuca com uma força que não doía, mas prendia. Como se ele tivesse medo que eu fosse fugir.
Eu não ia fugir.
Eu queria mais.
A garrafa de uísque tombou no chão. Não sei