CAP. 65- Minha obsessão minha responsabilidade
POV/ ADRIAN
A paz, aquele simulacro de felicidade que construímos na estrada, evaporou-se no exato segundo em que cruzamos os portões de ferro da mansão no Rio de Janeiro. Eu odeio este lugar. Odeio o cheiro de mofo disfarçado por perfumes caros, o falso moralismo que escorre pelas paredes e os segredos podres que habitam cada fresta deste mausoléu de mármore.
Aurora estava lá, como uma sentinela do caos. Com seu veneno destilado em palavras elegantemente cruéis, ela tentou me diminuir desde o primeiro segundo, mas meu foco era um laser apontado para Clara. Ver aquela mulher ignorar a existência de Clara, tratando-a como se fosse uma mancha invisível no tapete persa, me enfureceu de um jeito que eu mal conseguia conter. Meus punhos cerraram sob o tecido do terno; eu era o Imperador, e ninguém — nem mesmo Aurora — desrespeitaria o que eu decidi proteger.
Mandei Clara subir p