Mundo ficciónIniciar sesiónA praia era um caos de música alta e maresia, mas meus sentidos estavam bloqueados, sintonizados apenas nela. Fui buscar os drinks, mas meus olhos nunca deixaram de vigiar a silhueta curvilínea de Clara contra a luz da lua.
Quando voltei, o cenário havia mudado. O perigo não vinha do mar, mas de dois tipos que vestiam roupas festivas, como se o carnaval pudesse camuflar o veneno que carregavam. Parei atrás de uma barraca, as sombras me ocultando, e observei. Vi o exato momento em que o corpo de Clara se retraiu. Ela se encolheu, dando um passo trêmulo para trás, como se estivesse diante de fantasmas. Meu instinto de predador rugiu; eu não sabia quem eram, mas já sabia que os odiava.
— Nossa, você está aqui sozinha? Que milagre — a mulher disparou, o desdém pingando de cada sílaba.
— Saiu lá do Pará e veio parar logo no R







