O tempo parecia suspenso na varanda. O vento noturno acariciava a pele, mas o calor entre eles queimava mais que o fogo das velas. Cada respiração parecia medida, cada movimento, calculado, e ainda assim, inevitável. Olívia estava nas mãos de Ian, literalmente. O corpo dela apoiado contra o dele, a respiração presa, o coração disparado, como se quisesse escapar do peito e se atirar naquele momento.
Os olhos dele não desviavam. Intensos, negros, cheios de algo que ela reconhecia porque sentia o