O espelho do hall refletia um homem que Ian mal reconhecia como si mesmo. Seus olhos pareciam fundos e sombrios, como janelas abertas para uma alma em ruínas. Seu maxilar estava tão tensionado que ele podia sentir os músculos queimando de esforço, e o terno impecável de alfaiataria - que costumava ser sua armadura contra o mundo - servia agora apenas para disfarçar o caos interno que lentamente o consumia. Ele apertou o nó da gravata com uma força desnecessária, talvez na esperança infantil de