A boate Verona pulsava como um organismo vivo. Cada batida da música reverberava dentro do meu peito como se o lugar respirasse junto com a gente. Luzes vermelhas cruzavam o salão, refletindo nos espelhos, no suor dos corpos apertados na pista, nas taças erguidas e nas máscaras que todos usavam ali — inclusive eu.
Mas, apesar de todo o caos ao meu redor, eu só conseguia prestar atenção na mão firme de Dante repousando na minha cintura. Seus dedos estavam ali como uma promessa muda. De proteção.