Angelina Garcia
Mal cheguei em casa e, ao atravessar a porta, senti minhas pernas tremendo como se não pertencessem mais a mim, o peito ofegante e o coração pulsando num ritmo frenético. A sensação de choque e desorientação se misturava à dor física e emocional, sequer sabia como conseguir falar.
Levei a mão à boca inchada, num gesto quase automático, enquanto uma ardente queimação incendiava cada fibra do meu ser. O ambiente dentro daquele carro, com cheiro de medo e de desejo proibido, ainda