Saulo Prado
O maldito aparelho tocava insistentemente em algum canto do quarto, vibrando como um lembrete do mundo lá fora.
Levantei irritado, tateando até encontrá-lo em cima da cômoda. O nome "minha mãe" piscava na tela, mas eu não podia, não queria adiar o que estava prestes a acontecer.
— Não vai atender? — Angelina perguntou com a voz baixa, rouca, deitada entre os lençóis amarrotados. Suas pernas ainda tremiam, encostadas nos meus ombros há poucos minutos.
Olhei para ela no escuro, o co