Saulo Prado
Uma sensação estranha me habitava, uma euforia silenciosa que mais parecia um delírio. No fundo, eu mesmo não sabia a origem daquele turbilhão: se era o fim com Otávio, ou se era algo mais profundo e inexplicável. Para mim, o tempo havia perdido a medida; para Dona Laura, cada minuto era um renascimento.
Na segunda-feira de manhã, deixei sua casa. Ela permaneceu na porta, os braços envoltos do próprio corpo seu olhar perseguindo até eu desaparecer na curva da rua. Ao voltar para Sob