Angelina Da Costa
Saí do banheiro com Júnior no meu calcanhar, a toalha grudada na minha pele molhada, eu me sentia um botijão.
- Então, mãe... - ele começou, a voz já me arranhando.
Olhei para a minha cama bagunçada.
Suspeitei que Ana Júlia tinha dormido ali, já que a dela estava arrumada, limpa demais, como se nunca tivesse sido usada. Algumas roupas jogadas por cima, cheiro de perfume misturado ao suor. Não queria deitar naquela cama. Não queria sentir o calor dela impregnado nos lençóis.