Saulo Prado
O resto do domingo se passou entre livros e processos, mas minha mente teimava em vagar. A conversa com Otávio Prado, ecoava como um trovão distante. Aquele homem não parecia ser de blefar, a cena do vídeo, a forma brutal como ele forçava a cabeça daquela mulher contra a mesa até conseguir o que queria, era uma imagem que não saía de mim. E uma pergunta insidiosa surgiu: meu pai era da mesma laia?
Segunda-feira chegou com o cheiro de café forte e a promessa de confusão. Sentado na