Saulo Prado
Angelina chegou à porta da sala após falar com Débora. Mesmo à distância, pude ouvir alguns trechos do que ela dizia ao telefone. Estava desesperada, mencionava que ia ligar para o juiz Jorge Lima. Eu adoraria saber o teor da conversa, mas isso seria impossível.
– Já sei. – Falei, vendo-a parada na porta. O bombom de chocolate que eu havia trazido ainda estava ali, onde o deixei, até mesmo para o oficial do cartório. Ela parecia risonha, alegre, e isso, de alguma forma, me frustrava