Saulo Prado
A semana tinha sido exaustiva. O trabalho me consumia como nunca. O escritório funcionava no mesmo ritmo, mas a prioridade era uma só: Otávio Prado. Com a mídia em cima, pressionando, cada passo meu tinha que ser calculado. Já era noite quando cheguei ao Hotel Florence. Não gostei do lugar desde o primeiro segundo que pus o pés nele.
O cheiro de carpete gasto, a iluminação amarelada do saguão, tudo me incomodava. Mas era a localização que Ribeiro havia enviado. Entrei desconfiado,