Saulo Prado
- Culpada, eu? - Angelina apontou para si mesma e soltou uma risada baixa, rouca, daquelas que pareciam acariciar o ambiente.
Aquele escritório meticulosamente quadriculado se encheu com o som da sua voz, e eu só conseguia observá-la, deitada sobre a mesa, despenteada, com as marcas dos meus dedos ainda na pele.
Em cada gesto, cada sorriso, eu tinha certeza.
Estou totalmente e literalmente fodido.
Por mais que eu amasse minha liberdade.
Por mais que minha mãe fosse meu mundo.
Eu