O silêncio da sala de Isadora era quebrado apenas pelo som suave do relógio sobre a estante. Ela estava sentada diante de sua mesa, mas sua atenção não estava nos relatórios abertos no monitor. Seu olhar repousava sobre o ventre ainda discreto, e a mão repousava ali, como se quisesse protegê-lo do mundo.
— Vai chegar a hora certa... — sussurrou para si mesma. — Só preciso de coragem.
Ela sabia que precisava contar para Rafael. Não era justo esconder algo tão importante. Mas o medo a paralisava.