Margarida
Anna me olhava como se estivesse vendo um bicho de sete cabeças.
— Você o quê? — perguntou, pela terceira vez, quase sussurrando.
— Anna... — ri, nervosa. — Eu estou grávida. É isso. Aconteceu.
— Minha nossa, Margarida... Oh, meu Deus!
Ela correu até mim e me envolveu num abraço apertado. Anna sabia. Sabia de tudo. Sabia o quanto eu chorei meses atrás, o quanto sangrei — por dentro e por fora — quando perdi meu bebê. E agora, a vida estava me presenteando de novo.
— Eu e