Margarida
Acordei sentindo um braço firme ao redor da minha cintura. A respiração quente de Ronaldo roçava a minha nuca, e abri os olhos devagar, ainda flutuando entre sonho e realidade. Ele dormia profundamente, todo descoberto, o corpo forte esparramado na cama como se o mundo não existisse além daquele quarto.
Olhei para mim. O lençol cobria apenas da cintura para baixo, deixando meu peito exposto. Não senti vergonha — apenas um calor bom, uma lembrança viva do que aconteceu horas antes.