Margarida
Os dias foram passando, e algo entre Ronaldo e eu começou a mudar. Não sabíamos dizer o que era, nem dar nome à transformação silenciosa que nos envolvia. Mas sentíamos. E era bom.
Era como se, enfim, nossa família estivesse no lugar certo.
Eu. Ronaldo. E Emma.
Como se aquilo tudo... sempre tivesse sido destino.
— Margarida, você quer ver o que eu desenhei?
A vozinha de Emma me arrancou do devaneio. Estávamos à mesa, tomando café da manhã em um raro silêncio. Todos se vira