Margarida
No meio do jantar, senti a necessidade urgente de me afastar por um momento. Precisava respirar. Levantei-me e Ronaldo, quase no mesmo instante, fez menção de me acompanhar.
— Eu estou bem — garanti, tocando de leve sua mão. — Aqui está cheio, vou estar segura.
— Margarida…
— Confie em mim — pedi, encarando-o com firmeza.
— Em você eu confio — disse, com um tom que parecia esconder preocupação.
— Então me espere aqui. Se eu não voltar em dez minutos… pode vir atrás de mim, tudo bem?
—