Desde o dia em que Ronaldo me apresentou à biblioteca, minhas manhãs nunca mais foram as mesmas. Antes, eu não tinha um propósito tão claro ao despertar, mas agora, assim que meus olhos se abrem, sinto uma necessidade quase instintiva de ir até lá. Há algo naquele lugar que me acolhe, que me envolve de uma maneira inexplicável. Estar entre os livros, sentir o cheiro das páginas envelhecidas e percorrer com os dedos as lombadas cuidadosamente organizadas nas prateleiras me dá uma sensação de p