Arthur
A porta se abriu devagar.
A Lívia entrou apoiada no meu braço. O corpo dela estava frágil, meio mole. Ela mancava um pouco, como se o chão fosse um lugar estranho, como se cada passo custasse um esforço que ela ainda não confiava em si mesma para fazer. O peso dela no meu braço era real. Eu sentia. Ela precisava de mim para ficar em pé.
E eu sabia disso. E gostava.
— Devagar — eu disse, controlando a voz, ajustando meu braço na cintura dela para que ela não caísse.
Ela assentiu, concentr