Lívia
Ele me acompanha até o quarto e ajeita o travesseiro atrás das minhas costas com cuidado demais. Cuidado que me deixa confusa. Não sei dizer por que, mas sinto que estou acostumada a receber esse tipo de atenção dele.
— Agora descanse — ele diz, em tom firme, mas não duro. — O médico pediu repouso.
Assinto. Minha cabeça ainda pesa. Tudo pesa.
Ele se afasta, mas para na porta.
— Se precisar de algo, me chame.
A porta se fecha.
Fico sozinha.
O silêncio não me assusta. Pelo contrário. Ele me