Arthur... a mulher que vi sondando a casa. A ruiva. Lembra?
O mundo não gira. Ele afunda. Sinto o chão sumir sob meus pés. Um zumbido preenche meus ouvidos, abafando o som da voz de minha mãe.
— Gêmea? — repito, a voz um fio, quase inaudível.
— Sim, ela se chama Lorena. Nós não adotamos as duas — diz meu pai, finalmente, a voz carregada de uma culpa antiga. — Foi a decisão mais errada das nossas vidas. Depois ficamos pensando que poderíamos ter dado uma chance de vida melhor para ela.
Sinto algo rasgar por dentro. Não é memória. É intuição. Uma dor ant