O jantar termina. A despedida é um balé de formalidades. Abraços, beijos no rosto, promessas de nos vermos em breve. Tudo normal. Tudo como deveria ser. Exceto pelo joelho dele que ainda queima no meu, mesmo depois de ele ter se levantado, mesmo depois de ter se afastado para abraçar minha mãe, para apertar a mão do meu pai. A sensação fica, um fantasma tátil que se recusa a ir embora.
Ele se despede de mim com um aceno de cabeça, os olhos encontrando os meus por um instante que é longo demais