Não aguento mais.
A frase ecoa na minha cabeça enquanto fico parada no ateliê, as mãos tremendo levemente. Duas semanas. Duas semanas desde o jantar, desde o beijo na pista de dança, desde aquele momento em que ele me puxou para si como se finalmente tivesse decidido que eu era dele. Duas semanas de silêncio calculado. De distância. De fingir que nada mudou.
Mas tudo mudou.
Eu o vejo passando pela rua. Vejo a galeria dele do outro lado da calçada. Vejo o carro dele estacionado em frente. E cada