E agora essa mesma mulher, sem memória, me olha como se eu fosse a única âncora no mundo
Arthur
Fecho a porta do banheiro com um cuidado excessivo, quase reverente. O clique é baixo, um sussurro educado que tenta mascarar o caos que se instalou dentro de mim. Por fora, a calma; por dentro, estou em ruínas, cada fibra do meu ser em alerta, em colapso.
Dou dois passos pelo corredor e paro abruptamente. Minha mão encontra a parede fria, um apoio necessário, como se o chão sob meus pés tivesse se tornado areia movediça. O vapor do chuveiro ainda parece grudar na minha pele, uma segunda