— Éramos — corrijo, sentindo o gosto amargo da palavra. — Até você decidir que o nosso casamento, que a vida que eu te dei, não eram suficientes. Você quer saber a verdade, Lívia? Quer saber por que eu te trato como uma prisioneira? Então ouça.
Caminho até ela, cercando-a contra a parede de madeira. A luz da lua que entra pela janela ilumina as lágrimas que começam a rolar pelo rosto dela, mas eu não me permito fraquejar. Não desta vez.
— Eu te vi, Lívia. No restaurante Bellevue. O lugar onde e