Eu sei quem eu sou. Sei o que eu quero. Sei o que não aceito mais.
Ele troca um olhar rápido com o meu pai, depois volta para mim, com um sorriso levemente intrigado.
— Claro.
Caminhamos alguns passos para longe do barulho das risadas e do tilintar de gelo nos copos. Meu coração bate tão alto que tenho certeza de que ele pode ouvir, um metrônomo desregulado marcando o ritmo do meu iminente vexame.
— O que foi? — ele pergunta, com uma tranquilidade que beira a ofensa.
Respiro fundo. Uma vez. Duas. O ar parece feito de chumbo.
— Eu gosto de você.
O silêncio que