— Sim. — Ela respondeu baixinho, movendo-se devagar até sua cadeira, com a bengala batendo contra o piso de madeira.
— Por quê?
— Viver escondida cobra seu preço.
— Escondida de quem?
— Sua mãe não lhe contou? — Um suspiro alto escapou dela, pois até sentar-se parecia doloroso.
— Não, ela disse que você responderia às minhas perguntas, que seria bom ouvir o que você tinha a dizer. Que me ajudaria a entender por que ele teve que morrer.
— Quem?
— Abel...
— Vou responder às suas perguntas, mas pri