Narrado por Léa
Ele ainda estava dormindo quando eu me levantei.
O sol mal tinha nascido, e o quarto carregava aquele cheiro misturado de suor, vinho barato e pecado. O corpo dele estava estirado sobre os lençóis amassados, nu, relaxado, vulnerável.
Eu podia matá-lo naquele instante, se quisesse.
Mas não era esse o plano.
Peguei o celular escondido no fundo da bolsa, entrei no banheiro, fechei a porta devagar e liguei. O número do Alonso era memorizado — como tudo que ele me ensinou.
Ele atende