Annabelle
Minha vontade era gritar.
Minha vontade era avançar contra Andreas, empurrá-lo, arranhar seu peito e dizer com toda a força da minha alma: “Eu vou trazer minha filha para cá. Eu vou protegê-la com minhas próprias mãos.”
Mas não gritei.
Não fiz nada disso.
Apenas permaneci ali, sentada na beira da cama, com os olhos fixos no vazio, sentindo o coração dilacerado em mil pedaços. Depois de vinte e cinco longos anos, depois de noites em claro, orações, lágrimas escondidas e uma esperanç