Annabelle Jones
Abro meus olhos devagar. A primeira coisa que sinto é o frio. Não o frio do vento, nem da noite, mas o frio de pedra úmida contra a pele, o frio de ferro mordendo meus pulsos. Minhas mãos estão erguidas, suspensas por correntes pesadas que tilintam com o menor movimento.
Demoro um instante para entender.
Uma cela.
Um espaço estreito, paredes de pedra cobertas por fungos, iluminadas apenas por tochas que crepitam do lado de fora. O cheiro de sangue, suor e podridão é sufocante