Vinte e cinco anos se passaram desde que Selene, a filha de Annabelle e Andreas, desapareceu misteriosamente. Cada dia sem ela era um peso insuportável, uma ferida aberta que jamais cicatrizou por completo. O tempo não amenizou sua dor; pelo contrário, deixou marcas mais profundas. O brilho nos olhos de Annabelle havia diminuído. O sorriso espontâneo que um dia iluminou o refúgio agora era raro, reservado apenas para seus filhos gêmeos, Benjamin e Bernardo, que aos 36 anos assumiam a responsabi