A noite estava silenciosa no refúgio. O ar frio da madrugada deslizava pelas janelas entreabertas, e apenas o som constante da respiração suave de Annabelle preenchia o quarto. Deitada ao seu lado, ela parecia mais frágil do que jamais deixava transparecer em público. Sua pele pálida, o brilho debaixo dos olhos e a forma como se agarrava ao cobertor mostravam o quanto o Véu a consumia dia após dia.
Andreas se apoiou em um dos cotovelos e ficou apenas observando-a. Cada fio de cabelo escuro espa