O silêncio do refúgio pesava como um manto de pedra sobre todos que haviam ficado. Não era o silêncio de paz, mas sim o da expectativa, carregado pela sensação de que algo terrível poderia acontecer a qualquer momento. As tochas espalhadas pelas paredes iluminavam fracamente os corredores de pedra, criando sombras que se moviam como se tivessem vida própria.
Hannah caminhava de um lado para o outro, os passos firmes ecoando no salão principal. O coração dela ainda martelava no peito desde que vira Nick, Nicole, Eva, Afonso e os demais partirem para a missão de resgate. O grupo era a maior força que eles possuíam — e agora, com sua ausência, o refúgio parecia frágil, exposto como uma ferida aberta.
Ao lado dela, Michael — irmão de Annabelle — mantinha os olhos atentos para cada detalhe, cada som, cada movimentação mínima. Ele era a muralha de todos que restaram, mas por dentro, o tormento o consumia. Sua irmã estava presa no calabouço, correndo perigo. Ele queria estar lá, lutando para