O calabouço cheirava a umidade, ferro e desespero. A escuridão parecia viva, como se respirasse junto com as paredes frias, alimentando-se do medo dos que ali estavam. Foi nesse cenário que Magnos fez de sua vitória um espetáculo.
O outrora respeitado alfa, que já fora um guerreiro honrado, agora caminhava entre as grades com passos pesados. Seus olhos não brilhavam mais com a cor dourada dos líderes da sua espécie, mas com um tom sombrio, profundo, que lembrava carvão ardendo nas trevas. Havia uma aura densa ao redor dele, como se a própria sombra se dobrasse para obedecê-lo.
Annabelle o observava em silêncio, segurando a mão do companheiro. O rei alfa, ainda ferido após a batalha no Santuário da Lua, mantinha-se ereto apesar das correntes que lhe prendiam os pulsos e tornozelos. O orgulho e a fúria queimavam nele como fogo, mas as correntes banhadas em runas antigas drenavam suas forças, tornando impossível qualquer tentativa de se libertar.
— Covarde… — rosnou o rei, a voz rouca ma